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Brasil

02/02/2019 às 16h01

Taboão da Serra / SP

Programa Nossa Casa irá oferecer casa própria para 60 mil famílias de baixa renda em SP
Projeto de Habitação do governo estadual terá investimento de R$ 1 bilhão durante 4 anos e irá contribuir na geração de emprego e renda

Por Elizeu Teixeira Filho, do Jornal SP Repórter

Programa Nossa Casa irá oferecer casa própria para 60 mil famílias de baixa renda em SP

O Governador João Doria anunciou neste sábado (2/2), após reunião do secretariado no Palácio dos Bandeirantes, o lançamento do programa habitacional Nossa Casa, que irá investir R$ 1 bilhão para beneficiar 60 mil famílias de baixa renda.


“Na Habitação, temos o lançamento do Programa Nossa Casa, programa habitacional de cheque moradia. Estamos falando no total de 250 mil pessoas que não tinham casa própria e passarão a ter”, disse Doria.


O programa Nossa Casa, da Secretaria da Habitação, irá oferecer cheques moradias de até R$ 30 mil para famílias com renda de até três salários-mínimos. Elas terão que arcar com financiamentos em torno de R$ 60 mil, que serão divididos em parcelas mensais de R$ 450. Em muitos casos, conforme a localização do empreendimento, as parcelas poderão ser menores. Terão prioridade as famílias que recebem auxílio-moradia.


O Nossa Casa incrementará a produção habitacional - gerando emprego e renda - e reduzirá o preço de casas, apartamentos e lotes de interesse social. O Estado investirá R$ 1 bilhão e beneficiará 60 mil famílias em quatro anos. As prefeituras irão definir as famílias que serão atendidas, seja com abertura de inscrições ou atendimento de famílias já cadastradas.


O programa funcionará baseado na emissão de cheques moradia, com a cessão de terrenos municipais, participação da iniciativa privada e subsídios municipais, estaduais e federais. O Nossa Casa permitirá uma redução no custo das moradias porque negociará com as incorporadoras e loteadoras preços e condições especiais para parte das unidades destinada às famílias de mais baixa renda.


A destinação das unidades para as famílias de baixa renda dependerá do preço de referência que será estabelecido conforme a localização do empreendimento. Haverá um patamar mínimo de 30% das unidades para essa faixa de renda. Depois do atendimento dessa demanda prioritária, os agentes privados poderão comercializar o restante das unidades a preços usuais de mercado.


O programa começa no próximo dia 14, quando os prefeitos participarão de uma reunião na Capital e conhecerão os procedimentos para a adesão ao programa e farão o cadastro dos terrenos disponíveis. Os municípios contribuirão também com isenções e com flexibilização de parâmetros urbanísticos, além de recursos de infraestrutura urbana nos empreendimentos. O Governo Federal também poderá aumentar ainda mais a cesta de subsídios por meio dos programas como o Minha Casa Minha Vida.


A maior parte dos recursos deverá ser destinada para a região metropolitana de São Paulo e regiões que apresentam maiores déficits habitacionais. O programa levará em conta também a disponibilidade dos terrenos nos município.


 

POR: Gov. SP

Por Elizeu Teixeira Filho, do Jornal SP Repórter
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