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11/02/2019 às 12h54 - atualizada em 14/02/2019 às 21h46

Taboão da Serra / SP

Jornalista Ricardo Boechat e piloto morrem em queda de helicóptero em São Paulo
Acidente aconteceu por volta da 12h20

Por Elizeu Teixeira Filho, do Jornal SP Repórter

Jornalista Ricardo Boechat e piloto morrem em queda de helicóptero em São Paulo
Boechat, um jornalista de estilo próprio

Um helicóptero caiu no início da tarde desta segunda-feira, 11, no km 7 do Rodoanel, na rodovia Anhanguera.


A aeronave caiu sobre um caminhão, deixando ao menos três mortos, o piloto e copiloto, cujos corpos foram encontrados carbonizados e o jornalista da TV Bandeirantes, Ricardo Boechat. O comunicador estava a caminho de Campinas, onde faria uma palestra.


O Corpo de Bombeiros de SP se encontra no local com dez viaturas.


Que Deus conforte os corações das famílias das vítimas. O Jornal SP Repórter registra aqui sua tristeza.


Boechat, um jornalista de estilo próprio 


O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, nasceu em Buenos Aires, na Argentina, quando o pai Dalton Boechat, diplomata, estava a serviço do Ministério das Relações Exteriores. Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita.


Nos anos 1970, Boechat começou no jornalismo no Diário de Notícias como assistente do colunista Ibrahim Sued. Do Diário de Notícias, seguiu com Sued para O Globo em que trabalhou por 14 anos. Também foi chefe de reportagem da Rádio Nacional, em 1973.


Boechat foi para o Jornal do Brasil, no início dos anos 1980, após briga com Sued. Logo depois retornou ao O Globo para assumir a Coluna do Swann. Ele teve uma breve passagem pela Secretaria de Comunicação do governo Moreira Franco, no Rio de Janeiro, em 1987.


Depois, ao voltar para O Globo, o jornalista ganhou sua própria coluna: Boechat. Nesta época, o jornal estabelecia a linha editorial de ter dois colunistas sociais de prestígio: Ricardo Boechat e Zózimo Barroso do Amaral.


Em 1997, passou a ser comentarista no telejornal Bom Dia Brasil, na Rede Globo. Nesta época, sua coluna era a mais lida no jornal carioca e uma referência nos jornais impressos, pautando dezenas de redações pelo país.


Em 2006, foi para o grupo Bandeirantes. Pela manhã, apresentava um programa com seu nome dividido em duas partes: uma nacional e outra dedicada ao Rio de Janeiro. À noite, era o âncora do Jornal da Band. Também escreveu para os jornais O Dia e O Estado de São Paulo.


Boechat teve diferentes cargos nas redações em que passou, mas sempre manteve a veia jornalística, talvez a sua maior característica profissional. Ele ganhou ganhou três prêmios Esso: em 1989, 1992 e 2001. Venceu oito vezes o Prêmio Comunique-se.


Flamenguista, foi atleta assíduo na pelada de fim de semana, que reunia artistas e jornalistas no Alto da Boavista, no Rio de Janeiro, durante muitos anos. Em 2008, escreveu Copacabana Palace: um hotel e sua história. Organizado por Cláudia Fialho, que por 17 anos foi relações públicas do hotel, o livro conta a história dos bastidores do cinco estrelas mais famoso do país.


Boechat deixa mulher, cinco filhas e um filho.   


( Matéria atualizada as 17:08 de 11 de fevereiro de 2019, com informações da ABr)


 

POR: Elizeu Teixeira Filho

Por Elizeu Teixeira Filho, do Jornal SP Repórter
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