Sexta, 19 de Agosto de 2022

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Polícia Federal cumpre mandado em Taboão da Serra; investigação é contra golpe

A ação se deu também em outros municípios de outros estados e foi feita em parceria com a Receita Federal

28/07/2022 às 12h37 Atualizada em 28/07/2022 às 12h52
Por: Por Charles Eliseu, para o Jornal SP Repórter Fonte: Com informações e texto escrito pelo Governo Federal, com dados da PF
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Durante as investigações, foi apurado ainda que a organização criminosa captou movimentou valores que ultrapassam a cifra de 200 milhões de reais e fez milhares de vítimas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina
Durante as investigações, foi apurado ainda que a organização criminosa captou movimentou valores que ultrapassam a cifra de 200 milhões de reais e fez milhares de vítimas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina

Taboão da Serra foi uma das cidades que tiveram cumprimento de mandado judicial da Operação Traders. A Polícia Federal, em trabalho conjunto com a Receita Federal do Brasil, deflagrou nesta quinta-feira (28), a ação  visando desarticular grupo criminoso que praticava crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, contra o mercado de capitais e realizava prática conhecida como pirâmide financeira em diversas cidades paranaenses. O grupo ainda operava em Santa Catarina, São Paulo Rio e Rio de Janeiro.

De acordo com o Governo Federal, os investigados se apresentavam como “Traders” para captar economias de vítimas/investidores, a pretexto de aplicar os recursos no mercado de valores mobiliários.

A investigação apontou que retornos acima daqueles praticados no mercado eram prometidos (lucros de até 6,4%), embora as “mesas proprietárias” apresentassem perdas consistentes, principalmente em operações de “day trade”, ou seja, além de não aplicar na bolsa de valores a integralidade dos recursos, o que era aplicado, normalmente resultava em prejuízo.

As operações eram feitas através de, pelo menos, 22 empresas não autorizadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a captar recursos e realizar investimentos no mercado.

Os investigados emitiram e ofereceram ao público valores mobiliários consistentes em contratos de investimento coletivo em nome de empresa de fachada, sem registro prévio de emissão junto à CVM, sem lastro ou garantia suficientes e sem autorização prévia da Comissão de Valores Mobiliários.

Com o passar do tempo, e como é percebido no histórico de esquemas assim, os investigados não conseguiam mais honrar os compromissos assumidos, vez que os valores arrecadados não eram de fato investidos em operações de bolsa de valores e, quando eram, não resultavam nos lucros prometidos.

A partir disso, a líder do esquema, que residia em Umuarama/PR, passou a dissimular o objeto fictício das empresas, tendo apresentado aos clientes, ora vítimas, a alegação de que iria migrar de “operações em bolsa de valores” para criação um “banco digital” e que, deste novo empreendimento, conseguiria honrar os contratos de pagamentos de valores, estes muito superiores ao que o mercado real costuma pagar a investidores.

Foram mobilizados aproximadamente 70 Policiais Federais e 15 servidores da Receita para o cumprimento de 17 mandados judiciais, nas cidades de Umuarama, Guaíra, Douradina, Foz do Iguaçu e Curitiba, todas no Paraná, e em Taboão da Serra/SP. Além dos mandados de busca e apreensão, a Justiça Federal determinou o sequestro de automóveis, imóveis e criptoativos.  As ordens foram expedidas pela 23ª Vara Federal de Curitiba/PR.

A investigação se iniciou em 2021, a partir da identificação das primeiras filiais das empresas de “operação em bolsa de valores” em pequenas cidades da fronteira paranaense com o Paraguai, como Guaíra, Douradina e Umuarama.

Chamou atenção o uso, pelos líderes do esquema, de veículos de luxo novos, na região de fronteira, incompatíveis com a renda declarada.

Durante as investigações, foi apurado ainda que a organização criminosa captou movimentou valores que ultrapassam a cifra de 200 milhões de reais e fez milhares de vítimas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina, concentrando-se na região oeste paranaense e na capital Curitiba.

Os valores aplicados/investidos pelas vítimas variavam de R$ 1 mil (valor mínimo aceito pelo grupo), sem limite máximo. Vale destacar que algumas pessoas investiram cifras que ultrapassaram um milhão de reais.

Os valores eram depositados diretamente nas contas das empresas investigadas e depois transferidas, parcialmente, para as constas pessoais dos líderes do esquema. A investigação segue em andamento e é feita em conjunto entre a Polícia Federal em Guaíra e o Núcleo de Pesquisa e Investigação da Receita Federal do Brasil (Foz do Iguaçu/PR). A Comissão de Valores Mobiliários também colaborou com os trabalhos e acompanha as diligências em andamento.

Os envolvidos devem responder por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, Contra o Mercado de Capitais, Contra a Economia Popular, Organização Criminosa e Lavagem de dinheiro.

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