Embu das Artes Luto
Falece Wanderley Ciuffi, um dos maiores artistas de Embu das Artes
Reconhecido por sua trajetória marcada pela pintura, escultura e desenho, Ciuffi deixa um legado de criatividade, sensibilidade e dedicação à arte brasileira
10/11/2025 14h46 Atualizada há 8 meses
Por: Por Elizeu Teixeira Filho, do Jornal SP Repórter Fonte: Escrito por Elizeu Teixeira Filho, jornalista do Jornal SP Repórter
Wanderley Ciuffi deixa uma lacuna irreparável na história de Embu das Artes. Foto: Elizeu Teixeira Filho/Jornal SP Repórter/Arquivo

Faleceu nesta segunda-feira (10) o artista plástico Wanderley Ciuffi, um dos nomes mais importantes da história cultural de Embu das Artes e um dos integrantes da fundação da tradicional Feira de Artes da cidade. Reconhecido por sua trajetória marcada pela pintura, escultura e desenho, Ciuffi deixa um legado de criatividade, sensibilidade e dedicação à arte brasileira.

Natural de Guaranésia (MG), nascido em 31 de janeiro de 1942, Wanderley Ciuffi mudou-se para Embu das Artes em 1964, quando a cidade ainda começava a consolidar sua vocação artística. Autodidata, logo se destacou entre os pioneiros que ajudaram a transformar o município em um dos polos de arte mais conhecidos do país.

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Em 1965, participou do 2º Salão de Artes de Embu, conquistando o segundo lugar. Três anos depois, realizou uma exposição individual na Galeria Varanda, em São Paulo. Sua carreira foi marcada por inúmeras participações em salões e exposições coletivas, como a Exposição Hiroshima e Nagasaki e eventos realizados no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP).

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Durante as décadas de 1970 e 1980, Ciuffi consolidou-se como uma figura atuante no cenário cultural, contribuindo também para movimentos em defesa da cultura, como a campanha pela criação do Conselho Municipal de Cultura de São José dos Campos. Em 2009, levou sua arte para o exterior, expondo na Galeria Colorida, em Lisboa (Portugal), sua primeira mostra em solo europeu.

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Influenciado inicialmente pelo expressionismo e pelo universo simbólico de Edvard Munch, Ciuffi desenvolveu uma linguagem própria, marcada por emoção, força e crítica social. Ao longo dos anos 1990, sua obra ganhou novas cores e leveza, refletindo maturidade e harmonia estética.

A contribuição de Wanderley Ciuffi para Embu das Artes ultrapassa o campo artístico. Ele ajudou a construir a identidade cultural da cidade e a consolidar a Feira de Artes, símbolo maior do município.

O editor do Jornal SP Repórter, Elizeu Teixeira Filho, lamentou profundamente a perda do amigo. “Recebo com muita tristeza a notícia da morte do meu amigo Wanderley Ciuffi. Tinha uma grande admiração por ele e tive a satisfação de conviver e de realizar muitas reportagens sobre suas exposições. Que Deus o receba".

Ciuffi será velado no crematório Valle dos Reis, em Taboão da Serra das 14h às 16h30.