
Taboão da Serra, que a partir de 1959 teve a sua emancipação de Itapecerica da Serra, doze anos depois poderia ter voltado a ser um bairro e, desta vez, da cidade de São Paulo.
Tudo começou a partir da insatisfação, em 1971, de moradores que resolveram assinar um documento com a solicitação. Foram 120 pessoas que protocolaram um memorial para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Os registros e detalhes dessa curiosidade sobre Taboão da Serra estão em uma reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, na edição de 12 de outubro de 1971.
A pesquisa que encontrou, recentemente, essas informações da época, inclusive a reportagem do Estadão, foi conduzida pelo jornalista Charles Eliseu, do Jornal SP Repórter.
“Incapaz de calçar ruas e dar água à população”. Esse foi um dos argumentos do grupo que pretendia fazer das terras taboanenses um bairro paulistano. Até a questão das enchentes, já naquela década, era um problema citado.
A Assembleia Legislativa, por sua vez, munida daquele documento exótico, o encaminhou para o Instituto Geográfico e Geológico (IGG). Era esse órgão o responsável em avaliar o pedido.
Ao Estadão, um funcionário do IGG relatou que “claro que a Prefeitura responderá negativamente”, frisando que ainda que um ‘sim’ ocorresse, Taboão teria que realizar um plebiscito para a proposta.
O Estadão procurou o então prefeito Ary Dáu para ouvi-lo sobre a temática. O chefe do Executivo Municipal rechaçou a proposta, da qual nem quis tomar nota. Na verdade, seria um retrocesso em nosso progresso”, explicou. Inclusive, a manchete da pauta foi “Taboão da Serra defende autonomia”.
E assim, Taboão da Serra segue sua trajetória de crescimento e desenvolvimento, sendo inclusive o primeiro município fora da cidade São Paulo a receber o metrô. As escavações já foram iniciadas em março de 2026. Viva Taboão da Serra!
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