
Empresários de Embu das Artes se reuniram na manhã do dia 26 de março, na sede da ACISE (Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Embu), para discutir os impactos das condições críticas de infraestrutura e mobilidade nas vias de acesso à Rodovia Régis Bittencourt (BR-116). O encontro contou com representantes de diversas empresas da cidade, além de autoridades municipais e integrantes da concessionária Arteris, responsável pela rodovia.
Logo no início, o representante da empresa Rofisa, Zacarias, abriu os relatos destacando as dificuldades enfrentadas diariamente pelas empresas instaladas na região. Segundo ele e outros participantes, os problemas de acesso vêm causando prejuízos financeiros, dificuldades logísticas, impactos na contratação de mão de obra e até riscos à segurança, com registros de assaltos e danos a cargas.
As reclamações se concentram principalmente em pontos como a Estrada Louis Pasteur, a Rua José Semião Rodrigues de Agostino e as vias laterais da rodovia. Empresários de companhias como Kanaflex, Dinatecnica, Giovanella, Nichibras e Conaut reforçaram que a situação tem se agravado e já leva algumas empresas a considerarem deixar o município.
Durante a reunião, o posicionamento dos empresários foi unânime: as empresas cumprem suas obrigações, geram empregos e renda, e exigem condições mínimas de mobilidade. As condições atuais foram classificadas como “humilhantes e inaceitáveis”.
Representantes da Arteris afirmaram que existem limitações contratuais e que melhorias mais amplas estariam previstas apenas em um novo contrato, com prazo estimado de até três anos. A concessionária também sugeriu que a Prefeitura encaminhe ofícios formais para viabilizar intervenções.
No entanto, o secretário de Obras de Embu das Artes, João Paes, discordou da posição e afirmou que a responsabilidade não pode ser transferida ao município, já que muitos dos problemas estão dentro da faixa de domínio da rodovia.
O presidente do Conselho Deliberativo da ACISE, Roberto Terassi, destacou durante a reunião a falta de resposta efetiva e alertou para o risco de empresas deixarem Embu das Artes caso nenhuma providência urgente seja tomada.
Entre os encaminhamentos definidos, está a criação de um grupo de trabalho, organização de documentos para possível ação coletiva, solicitação de uma nova reunião com a alta direção da Arteris e a cobrança por medidas emergenciais tanto da concessionária quanto da Prefeitura.
A expectativa é que, em até 15 dias, um novo encontro seja realizado com representantes de alto nível das partes envolvidas, na tentativa de avançar em soluções concretas para um problema que, segundo os empresários, já compromete o desenvolvimento econômico da cidade.
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