
No último domingo, dia 26, o Instituto Murillo Ramos Andrade, que atua no atendimento a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Taboão da Serra, realizou uma visita monitorada ao Batalhão da Rota, na capital paulista. A iniciativa proporcionou uma experiência de aprendizado, acolhimento e superação para as crianças e suas famílias. (Assista à reportagem no TikTok do Jornal SP Repórter).
A atividade levou os participantes a um ambiente fora da rotina, com novos estímulos e interações. Vivências como essa são fundamentais para estimular a autonomia e fortalecer vínculos.
Durante a visita, cada avanço foi celebrado. Sorrisos, interações e momentos de superação evidenciaram que a inclusão se torna realidade quando há preparo, respeito e empatia. A ação também trouxe impacto direto para as famílias, fortalecendo a confiança e mostrando que as crianças podem e devem ocupar todos os espaços.
O Instituto destacou ainda o acolhimento dos policiais, com agradecimento especial ao major Veiga, à capitã Gustavo e a todo o efetivo, que receberam as crianças e seus familiares com atenção e sensibilidade.
Atualmente, o Instituto Murillo Ramos Andrade atende mais de 80 crianças e adolescentes, de 0 a 16 anos, oferecendo acompanhamento especializado, humanizado e individualizado. Cada paciente passa por uma avaliação inicial que orienta a criação de um plano terapêutico específico, respeitando suas necessidades e particularidades. O trabalho é conduzido por uma equipe multidisciplinar, que acompanha de perto o desenvolvimento dos atendidos.
A iniciativa foi idealizada por , pai de um adolescente autista, surdo e com deficiência intelectual severa. O projeto surgiu a partir de uma experiência pessoal, após a família enfrentar dificuldades para encontrar atendimento adequado.
“Foi uma experiência pessoal que virou projeto. A ideia sempre foi oferecer um atendimento de qualidade, respeitando as condições de cada criança, com planos individualizados”, explicou.
Além do cuidado com as crianças, o instituto também atua no acolhimento das famílias, muitas vezes fragilizadas pela falta de informação, apoio e acesso a tratamentos adequados. “O autismo é complexo e único em cada pessoa. É preciso mais informação, mais empatia e políticas públicas que realmente saiam do papel”, reforçou o fundador.
Atualmente, o Instituto não possui vagas abertas, mas mantém cadastro para fila de espera. Interessados podem obter mais informações por meio das redes sociais e canais oficiais da instituição. Mesmo diante da alta demanda, o espaço segue em expansão e busca novos parceiros para ampliar o atendimento e alcançar ainda mais famílias.
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