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Brasil

07/11/2019 às 21h37 - atualizada em 07/11/2019 às 22h12

Taboão da Serra / SP

Supremo Tribunal Federal derruba validade da prisão após a segunda instância
Por 6 votos a 5, a Corte reverteu seu próprio entendimento, que autorizou as prisões, em 2016.

Por Elizeu Teixeira Filho, do Jornal SP Repórter

Supremo Tribunal Federal derruba validade da prisão após a segunda instância
Supremo Tribunal Federal derruba validade da prisão após a segunda instância - Foto ABr

STF  - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 7 de novembro,  contra a validade da execução provisória de condenações criminais, conhecida como prisão após a segunda instância. Por 6 votos a 5, a Corte reverteu seu próprio entendimento, que autorizou as prisões, em 2016.


Com a decisão, os condenados que foram presos com base na decisão anterior poderão recorrer aos juízes que expediram os mandados de prisão para serem libertados. Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o julgamento terá impacto na situação de 4,8 mil  presos. 


Votos


Após cinco sessões de julgamento, o resultado foi obtido com o voto de desempate do presidente da Corte, ministro Dias Toffoli. Segundo o ministro, a vontade do Legislativo deve ser respeitada. Em 2011,  uma alteração no Código de Processo Penal (CPP) definiu que "ninguém será preso, senão em flagrante delito ou em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado. De acordo com Tofolli, a norma é constitucional e impede a prisão após a segunda instância.


"A vontade do legislador, a vontade do Parlamento, da Câmara dos Deputados e do Senado da República foi externada nesse dispositivo, essa foi a vontade dos representantes do povo, eleitos pelo povo.", afirmou.


Durante todos os dias do julgamento, os ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia votaram a favor da prisão em segunda instância. Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber, Gilmar Mendes e Celso de Mello se manifestaram contra.


Veja como votou cada ministro do Supremo


A favor da prisão em segunda instância:


Alexandre de Moraes, Luís Roberto BarrosoEdson FachinLuiz Fux e Cármen Lúcia,


Contra a prisão em segunda instância, ou seja, prisão somente após o chamado trânsito em julgado:


Celso de MelloMarco Aurélio MelloRosa WeberRicardo Lewandowski Gilmar Mendes.    ( Fonte Agência Brasil )


 

POR: André Richter

Por Elizeu Teixeira Filho, do Jornal SP Repórter
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