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Cultura

03/08/2018 às 16h28 - atualizada em 06/08/2018 às 09h34

Taboão da Serra / SP

Bienal internacional do Livro de São Paulo deve atrair 700 mil pessoas em 10 dias de evento
Evento começou dia 3 de agosto e terá quase 200 expositores

Por Elizeu Teixeira Filho, do Jornal SP Repórter

Bienal internacional do Livro de São Paulo deve atrair 700 mil pessoas em 10 dias de evento
A expectativa de atrair 700 mil pessoas durante os 10 dias do evento - Foto: Rovena Rosa

A Bienal Internacional do Livro de São Paulo começou hoje (3) na capital paulista com expectativa de atrair 700 mil pessoas durante os 10 dias do evento, mesmo público do ano passado. Em sua 25a edição, a feira traz 197 expositores ao Pavilhão de Exposições do Anhembi, em uma área de 75 mil metros quadrados.


A atual edição da Bienal, cujo investimento girou em torno de R$ 32 milhões, espera ajudar a reverter a retração do mercado editoral estimada em 25% nos últimos 10 anos. João Scortecci, diretor editorial da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf-SP), disse que setor enfrentou momentos difíceis na última década.


“As editoras começaram a diminuir as tiragens, não fazer todos os títulos e, principalmente, não imprimir a reedição, que é muito importante para o mercado, pois os custos de produção da obra são absorvidos na edição anterior”, explicou.


Livrarias segmentadas


A situação econômica do país, com redução de consumo e diminuição na compra de livros didáticos por parte do governo, foram fatores que contribuíram para o cenário negativo, na avaliação de Scortecci. Desde 2017, o número de gráficas reduziu de 22 mil para 18 mil.


O diretor da Aigraf acredita que o modelo atual de grandes livrarias deve acabar no futuro. “As megalojas em shoppings não têm como se sustentar, são espaços muito caros. Então, precisamos fazer o que aconteceu na França e outros países, a volta das livrarias segmentadas de pequeno porte. Em Paris, os editores se tornaram donos das livrarias e tiveram resultados muito melhores. O mercado está se reinventando”, disse.


Para ele, a moda do livro eletrônico passou e a mudança de tecnologia não contribuiu para a queda nas vendas de livros. “O que está faltando são leitores, as pessoas não estão lendo. O mundo digital influenciou da seguinte forma, antes de você pegar um livro, vai para o Facebook. Isso acaba desviando o foco do leitor”, avaliou.


 

POR: Fernanda Cruz - ABr

Por Elizeu Teixeira Filho, do Jornal SP Repórter
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