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Carapicuíba :Alunos da Fatec desenvolvem game para combater feminicídio

Os idealizadores do jogo são os estudantes Tayla Caroline Dantas e Mario Henrique Silva, que apresentaram o game no final de 2019 como trabalho de conclusão de semestre na faculdade.

16/02/2020 18h27
Por: Por Elizeu Teixeira Filho, do Jornal SP Repórter
Fonte: Fonte Gov. SP
Alunos da Fatec desenvolvem game para combater feminicídio
Alunos da Fatec desenvolvem game para combater feminicídio

CARAPICUÍBA : Dois alunos do curso superior tecnológico de Jogos Digitais da Faculdade de Tecnologia do Estado (Fatec) Carapicuíba estão desenvolvendo um game em realidade aumentada para despertar a consciência sobre a necessidade de combater a violência contra as mulheres. Chamado de Illis, que significa “por elas”, em latim, usa como referências personagens de um livro. Eles “deixam” a obra para atuar na vida real, ou melhor, na vida “virtual”, e alertar sobre os perigos e desafios que cercam muitas mulheres.

Os idealizadores do jogo são os estudantes Tayla Caroline Dantas e Mario Henrique Silva, que apresentaram o game no final de 2019 como trabalho de conclusão de semestre na faculdade. Tayla conta que a proposta surgiu como uma forma de expressar o descontentamento dos alunos diante da escalada da violência. “Presenciamos casos de agressões envolvendo mulheres conhecidas. Essas situações nos incomodavam, então resolvemos agir utilizando a ferramenta que trabalhamos no nosso dia a dia: a tecnologia”, conta.

Realidade aumentada

O game usa o conceito de realidade aumentada, em que o cenário interage com objetos da vida real por meio da câmera do celular. A trama envolve a história de duas personagens, Marie e John, protagonistas do livro Queimem as Bruxas, também redigida pelos estudantes.

“A dupla sai do livro e percebe que, após séculos de caça às bruxas, as mulheres ainda continuam sendo perseguidas sem nenhum motivo. A partir daí, o casal passa a fazer parte do jogo e precisa avançar pelos cenários salvando as vítimas de ataques dos inimigos”, explica Tayla. Cada página do livro corresponde a uma aventura diferente. “A pessoa joga com a câmera do celular apontada para o livro. Ao virar a folha, o cenário muda junto”, diz.

Os inimigos terão formato de monstros com o objetivo de fazer um paralelo com a monstruosidade dos autores de feminicídio. “Utilizamos a linguagem figurada para chamar a atenção das pessoas para que possam intervir e denunciar os crimes”, afirma.

De acordo com os autores, o aplicativo com o jogo deve estar disponível para dispositivos com sistema Android ainda neste ano e o livro também poderá ser baixado gratuitamente na internet.

 

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