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Veja a nova fase do Plano São Paulo que começa nesta segunda, 1º de junho

Vale ressaltar que a quarentena continua em vigor em todo o território paulista até dia 15, com diretrizes específicas para cada uma das fases do planejamento que permite o retorno gradual e seguro da atividade econômica

01/06/2020 11h05
Por: Por Elizeu Teixeira Filho, do Jornal SP Repórter Fonte: Gov. SP
Veja a nova fase do Plano São Paulo que começa nesta segunda, 1º de junho - Foto: Elizeu T. Filho
Veja a nova fase do Plano São Paulo que começa nesta segunda, 1º de junho - Foto: Elizeu T. Filho

SÃO PAULO : Nesta segunda-feira (1º), o estado inicia as ações ligadas aos protocolos sanitários do Plano São Paulo para permitir a retomada econômica de serviços e atividades não essenciais durante a pandemia do coronavírus. Vale ressaltar que a quarentena continua em vigor em todo o território paulista até dia 15, com diretrizes específicas para cada uma das fases do planejamento que permite o retorno gradual e seguro da atividade econômica.

São ao todo cinco fases. A fase 1 é aquela que prevê mais restrições. A fase 5 é aquela em que há mais atividades liberadas, mas também seguindo mecanismos de controle. O cálculo que define em qual fase uma região está leva em conta, por exemplo, a capacidade do sistema de saúde da região e a evolução do número de casos, internações e óbitos provocados pela COVID-19.

A escala das fases será aplicada a 17 regiões do território paulista, de acordo com a abrangência dos DRSs (Departamentos Regionais de Saúde), que são subordinados à Secretaria de Estado da Saúde. São os DRSs que determinam a capacidade de atendimento, transferências de pacientes e remanejamento de vagas de enfermaria e UTIs nos municípios. A Região Metropolitana da capital, por sua vez, terá uma subdivisão (Norte, Sudeste/ABC, Leste/Alto Tietê, Sudoeste e Oeste).

Os estabelecimentos e serviços autorizados a funcionar, conforme cada fase, devem seguir protocolos sanitários elaborados pelo Governo de São Paulo. Os documentos disponibilizados pelo Governo do Estado devem ser seguidos pelas Prefeituras para a formulação dos decretos municipais de flexibilização da quarentena, de acordo com a classificação prevista para 17 regiões distintas.

As normas padronizam níveis de distanciamento social, higiene pessoal, limpeza e higienização de ambientes, comunicação e monitoramento das condições de saúde de trabalhadores e estão disponíveis no site www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/planosp.

“Nesta fase de enfrentamento da doença e reabertura gradual da economia, no Plano São Paulo, o poder público pede e tem convicção de que terá o apoio da livre iniciativa na realização de testes em massa para ampliar a eficiência no enfrentamento da pandemia. Os protocolos darão orientação necessária de como as empresas podem e devem aplicar os testes. O diagnóstico preciso é fundamental, como dizem os cientistas e os membros do nosso comitê de saúde, para controlar e superar a crise do coronavírus”, salientou o Governador João Doria, em coletiva de imprensa na última sexta-feira (29).

“A vigilância epidemiológica passa a fazer um papel cada vez mais fundamental de integrar todos os testes que estão sendo realizados no público privado, Estado e municípios. Então, no plano São Paulo, nós temos as regras estabelecidas e uma resolução com protocolos detalhados de testagem”, destacou a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, na sexta-feira (29), durante entrevista coletiva.

Eixos

O Plano São Paulo foi elaborado por autoridades estaduais em sintonia com especialistas do Centro de Contingência do coronavírus e do Comitê Econômico Extraordinário que atuam voluntariamente em apoio ao Estado. Os eixos principais das cinco fases de reabertura também foram discutidos com prefeitos e representantes de diversas associações comerciais e empresariais.

As cinco fases do programa vão do nível máximo de restrição de atividades não essenciais (vermelho) a etapas identificadas como controle (laranja), flexibilização (amarelo), abertura parcial (verde) e normal controlado (azul). O objetivo da classificação é assegurar atendimento de saúde à população e garantir que a disseminação do coronavírus em níveis seguros para modular as ações de isolamento.

No atual momento, a maior parte do estado tem regiões categorizadas nas fases 1, 2 e 3.

Fase 1 – vermelha
Quarentena segue normal, com autorização de funcionamento apenas para serviços essenciais (mercados, farmácias, por exemplo), além de indústrias e construção civil. Veja quais os serviços permitidos.

Fase 2 – laranja
– Pode abrir, com restrições: comércio, shopping, escritórios, concessionárias e atividades imobiliárias;
– Demais serviços não essenciais: continuam fechados.

Fase 3 – amarela
– Reabertura total: atividades imobiliárias, escritórios, concessionárias;
– Pode abrir, com restrições: comércio, shopping, salão de beleza, bares e restaurantes

Acompanhamento das fases

As fases são determinadas pelo acompanhamento semanal da média da taxa de ocupação de leitos de UTI exclusivas para pacientes contaminados pelo coronavírus e o número de novas internações no mesmo período. Uma região só poderá passar a uma reclassificação de etapa – com restrição menor ou maior – após 14 dias do faseamento inicial, mantendo os indicadores de saúde estáveis.

Em todos os 645 municípios, a indústria e a construção civil seguem funcionando normalmente. A interdição total de espaços públicos, teatros, cinemas e eventos que geram aglomerações (festas, shows e campeonatos, entre outros) permanece por tempo indeterminado. A retomada de aulas presenciais no setor de educação e o retorno da capacidade total das frotas de transportes seguem sem previsão.

Nenhuma das 17 regiões está na zona azul, que prevê a liberação de todas as atividades econômicas segundo protocolos sanitários definidos no Plano São Paulo. A zona verde, segunda mais ampla na escala, também não foi alcançada até o momento e permanece como meta de curto prazo para cada região.

“É com diálogo, com união e com pactuação permanentes que nós vamos ter essa convivência inteligente com o vírus de agora em diante”, ressaltou o Vice-Governador e Secretário de Governo, Rodrigo Garcia, em coletiva de imprensa na sexta-feira (29).

“O importante é que as medidas que foram tomadas aqui em São Paulo salvaram 66 mil vidas e agora nós temos um modelo, um sistema de controle, que permite a todos os municípios, a todos os prefeitos, a todas as pessoas, entenderem o que acontece com a epidemia na sua região. Essa é uma arma importante, uma arma importantíssima neste momento”, pontuou o Coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus do Estado, Dimas Covas, durante entrevista coletiva na última sexta-feira (29).

 

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