
O avanço do metrô até Taboão da Serra é, sem dúvida, uma conquista histórica. Trata-se de uma obra esperada há décadas, que promete transformar a mobilidade não apenas da cidade, mas de toda a região. É natural que lideranças políticas deem destaque a esse tema, afinal, o impacto será significativo na vida de milhares de pessoas.
Mas é justamente nesse momento de visibilidade e articulação política que não se pode perder o foco de outras áreas essenciais, especialmente a saúde pública.
O SP Repórter tem sido um canal direto da população, e o que chega diariamente pelas redes sociais é um retrato preocupante: relatos de demora no atendimento, falta de vagas, dificuldades para internação e situações de sofrimento enfrentadas por quem depende do sistema público. O Hospital Geral do Pirajuçara (HG), aparece com frequência nessas queixas.
É importante deixar claro: o problema não é novo, mas também não pode ser tratado como algo normal.
Enquanto o metrô representa o futuro da mobilidade, a saúde representa o presente, e, muitas vezes, a urgência da sobrevivência. Para quem precisa de atendimento médico, cada minuto conta. Cada vaga faz diferença. Cada falha no sistema impacta diretamente vidas.
Por isso, o alerta é necessário.
As autoridades, especialmente os deputados estaduais que representam Taboão da Serra e toda a região, principalmente aqueles com maior proximidade com o Governo do Estado de São Paulo, precisam olhar com mais atenção para essa realidade. É fundamental que haja investimento, gestão eficiente e, acima de tudo, prioridade para garantir atendimento digno à população.
O desenvolvimento de uma cidade não pode ser medido apenas por grandes obras, mas também pela qualidade dos serviços básicos oferecidos à sua população.
Que o metrô avance, sim. Mas que a saúde não fique parada.
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